Crise ameaça fechar as portas da AADEFA
Entidade precisa de 20 Mil por mês para manter seus atendimentos
A Associação de Atendimento aos Deficientes Físicos de Araçatuba (Aadefa) tem 34 anos de existência e a arrecadação da entidade acontece através do trabalho de duas atendentes do telemarketing e da venda do artesanato produzido pelos usuários.
São 11 funcionários e sete voluntários que se revezam oferecendo cursos de informática, bordado, entre outros serviços que estão comprometidos com a grande crise financeira que a entidade vive.
Há 13 anos, após um acidente de trabalho, Josué Prazeres ficou paraplégico. Ele e outras pessoas que fazem fisioterapia na Aadefa lamentam o possível fechamento da instituição.
Manter o atendimento às 50 crianças e adultos, a Aadefa necessita de mais de R$ 20 mil por mês, mas a arrecadação não ultrapassa R$ 12 mil. Atualmente, a entidade acumula uma dívida de mais de R$ 200 mil.
O presidente da Aadefa, Expedito da Silva Massaro, destaca outro problema que é a falta de transporte próprio, já que muitos dependem para ter acesso aos tratamentos.
Para melhorias e sobrevivência da entidade, muita coisa precisa ser feita. Expedito mostra que a estrutura física também está comprometida. O telhado que precisa ser refeito, pois corre o risco de desabar.
A acessibilidade é precária e a piscina necessita de muitas melhorias além de mais profissionais para dar suporte no atendimento. Nessas condições, Expedito ressalta ainda que sem a ajuda da sociedade e de apoio governamental, existe o risco de a instituição fechar as portas.
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